PT281 já era e agora? O que fiz desde então e os próximos objetivos...

Passados mais de dois meses desde o último post sobre a minha participação na PT281, volto a escrever neste meu “espaço”. De facto não tenho tido a mesma vontade de escrever, talvez porque acho que não tenho muito a partilhar, mas também porque estes meses têm sido algo difíceis no que toca aos treinos. 

Após a PT281 e aqueles incríveis 80kms feitos, o corpo ressentiu-se muito. Foram duas / três semanas difíceis, em que o treino foi deixado de lado e fiz umas “férias”, onde os treinos não passaram dos 30/40 minutos e com volumes de 20/30 kms por semana. Não parei totalmente, mas senti claramente a perda de forma assim que retomei os treinos com maior consistência. Prova disso foi um pequeno teste de 4kms que fiz em que fiquei completamente esgotado a correr a um ritmo de 3:29/km.



Obviamente que não era de estranhar esta quebra depois de fazer 80kms num prova, algo que nunca tinha feito, para o qual não tinha experiência e por muito boa preparação que possa ter feito, a recuperação iria custar, como de facto custou.


Depois de algumas semanas de treino, comecei a sentir-me melhor, mais solto e com outra capacidade para retomar treinos mais intensos. Finalmente regressei aos treinos de séries e fartleks, algo que não fazia, imagine-se, desde março, antes de confinamento! 🙂


No início de setembro voltei a fazer treinos com maior qualidade, estando a melhorar a minha forma. Surge então o evento do GFD Running para um treino competitivo de 10kms no dia 20 de setembro, para o qual recebo o convite do Ernesto Ferreira, a quem agradeço. 


Apesar de não me sentir na melhor forma e nem era tempo para tal, vi ali uma boa oportunidade para fazer um bom teste e ver até onde conseguia ir.


Depois de mais umas boas sessões de qualidade, sentia-me bem fisicamente para esta “prova”.


Tendo em conta as medidas de restritivas atualmente em vigor, o treino foi dividido com blocos de partida com grupos de 10 elementos (será que não é por aqui que se terá de ir para que volte a haver provas de estrada?). Tive a oportunidade de sair com atletas claramente superiores a mim, o que não foi fácil 🙂 obviamente que o primeiro km foi rápido demais (3:12), pagando caro nos subsequentes. Mesmo com um km tão forte, fiquei para trás no grupo, tendo depois seguido junto com o amigo Paulo Garcia, com quem fiz os restantes kms quase sempre em conjunto. 

Na parte final senti o desgaste, tendo sido 2/3kms muito difíceis, o que indicia bem ainda o quanto tenho para melhorar. No final acabámos com um tempo alguns segundos abaixo dos 35’, o que só me posso orgulhar pela fase de treino em que me encontro.


Atividade Strava:


Sinceramente saí destes 10kms bem mais confiante e motivado para melhorar. Só posso agradecer pelo convite do GFD Running, na pessoa do Ernesto Ferreira, e dar os parabéns pela organização espetacular deste evento informal, que foi muito bem organizado. 👍


Após uns dias de recuperação, com treinos leves, continuo a treinar com foco e determinação. Sem provas no horizonte, fica o objetivo de querer melhorar, a ambição de me superar e acima de tudo ter prazer em treinar e correr.


Sobre objetivos a médio prazo (diga-se pós-pandemia), seguramente não voltarei a provas longas tão depressa 🙂o meu foco está em provas mais curtas e de estrada, onde gostava de melhorar o meu tempo oficial aos 10kms (34:29 a 8-março uma semana antes do confinamento). No horizonte estão os 33 minutos, vamos ver se tenho pernas para lá chegar 😉

2 comentários:

  1. Boa prova e boa recuperação. Aos poucos os eventos vão voltando mas ainda não são os de "massas" ou mais lúdicos. Faz-me sentido dar-se prioridade aos mais de elite que têm menos participantes e longe dos grandes centros urbanos. São baby steps mas já permite pôr o "bichinho" dos trails e corridas a mexer.

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    1. Obrigado 😉 não tenho qualquer problema em dar-se prioridade a quem é profissional ou elite. O que referi é que poderá ser uma boa forma de voltarmos a ter provas com blocos de partida desfasados com grupos de 10 pessoas. Pode demorar mais um evento desta forma, mas é melhor do que nada. Mas claro que as organizações já devem ter estudado diversas alternativas, é aguardar até que alguma coisa surja. Eu adorava ter uma São Silvestre, mas se não der, paciência 🙂

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